Doenças que impedem de treinar

Doenças que impedem de treinar

Sempre ouvi pessoas ativas fisicamente que adoeceram, perguntarem: – Afinal, posso ou não treinar quando estou doente? Qual doenças me impediriam de treinar? 

Uma ótima pergunta! Afinal, ninguém está livre de vírus ou infecções. Existem uma infinidade de artigos sobre doenças e exercícios físicos. Pesquisadores concluem que na maioria das doenças é possível manter-se treinando leve ou moderadamente e que em muitas vezes, a atividade física ajudará na recuperação da doença em questão.

Atualizar-se com relação às doenças se faz necessário, assim como duvidar de técnicas antigas, assimiladas sem questionamento. A ciência trabalha sem descanso para descobrir curas para doenças e é nossa tarefa, modernizar nosso conhecimento sobre essas enfermidades. Dr. Drauzio Varella escreve no seu blog sobre o vírus da gripe:

Falando da influência do frio no aparecimento dos casos de gripe: isso para as mães é um terror. Elas agasalham em demasia os filhos e, de todas as formas, procuram evitar que saiam no sereno ou tomem vento, especialmente vento encanado nas costas. Na verdade, gripes e resfriados são doenças virais. Se não existir o vírus, não há vento nem frio que faça uma pessoa pegar gripe.”

Quem nunca ouviu – “Se agasalha ou você pode pegar gripe!” Pois é, vírus não se pega “tomando vento nas costas.” Deixar os mitos e abraçar novos conhecimentos é tarefa árdua e tema para outro texto!

Exercitar-se com resfriado ou febre, tendo diabetes ou Parkinson tem despertado interesse de muitos pesquisadores e conclusões úteis foram retiradas dos laboratórios para nosso bem estar.

Algumas doenças e o treino

Febre: Os médicos são unanimes – não exercitar-se em caso de febre, principalmente se for febre alta. Nossa temperatura aumenta durante o exercício e o corpo regula esse aumento através da transpiração. Se já existe um estado febril, duplicamos o trabalho dos sistemas corpóreos. Dê tempo ao seu corpo para que ele se recupere sem carga extra de trabalho!doenças gripe e o treino

Resfriados e gripe: Existem uma grande variedade de vírus que, quando se instalam em nós, apresentam sintomas semelhantes. Conhecemos as doenças que esses vírus causam por gripes e resfriados. De acordo com o Dr. Drauzio Varella:

Há até uma regra prática para distinguir uma enfermidade da outra. Se a pessoa foi trabalhar apesar do nariz escorrendo, do peso na cabeça e da irritação na garganta, não está com gripe, está resfriada. A gripe derruba a pessoa, deixa-a de cama, sem a menor condição de sair de casa e trabalhar.”

Concomitante, resfriados permitem que se faça exercício físico leve apesar do desconforto de ter que parar o tempo todo para a devida higiene nasal.

Já as gripes impossibilitarão o praticante de prosseguir nas rotinas de exercícios. Aconselha-se: descansar, hidratar-se e ingerir medicamentos que aliviem os sintomas por uma semana. Nada de exercícios.

Infecções: Enfermidades infecciosas exigem cuidados especiais. Exercícios nesses casos são desaconselháveis. O sistema imunológico estará sensível, lutando contra a infecção. O esforço físico abre uma “brecha” imunológica que pode permitir que outras doenças surjam. Observe a recomendação médica e resguarde seu corpo de atividades extenuantes.

Diabetes exercícios são de suma importância para diabéticos. Eles controlam os níveis de glicemia, estimulam a produção de insulina e facilitam o seu transporte para dentro das células, além de melhorar a condição cardiovascular.

Uma ressalva: cuidado com os pés ao exercitar-se. Em muitas modalidades de exercícios físicos machuca-se os pés e o diabético deve precaver-se desse desconforto.

Doenças Cardiovasculares: A prevenção de doenças do coração já está incluída na lista de benefícios de exercícios físicos. Mas e se a doença já está instalada? Cardiologistas brasileiros e estrangeiros recomendam exercícios leves no período pré-cirúrgico para fortalecer musculatura e incrementar circulação periférica. O Instituto Dante Pazzanezzi têm treinos de voleibol para pacientes em recuperação de cirurgias cardíacas e os jogos são acirrados! Sempre busque seguir as indicações do médico que vai sugerir ou não o exercício indicado. De acordo com Anderson Saranz Zago e Angelina Zanesco:

“A prática regular de atividade física é fundamental para a manutenção da saúde e prevenção e/ou tratamento das doenças cardiovasculares, entre outras.”

HIV positivo – Estudos têm mostrado que exercícios físicos melhoram as condições gerais do indivíduo com SIDA (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida). Recomenda-se que os portadores do vírus comecem a exercitar-se quando ainda estiverem com saúde estável. Assim, “o exercício pode ser um importante agente terapêutico no controle da lipodistrofia, na redução da fadiga, no aumento da capacidade funcional e qualidade de vida dos pacientes de HIV/AIDS.” (Pedro Celso Gagliardi Palermo e Olavo Guimarães Feijó). O médico deve sempre ser consultado quanto a validade do exercício para cada paciente.

Alzeheimer e Parkinson Sem medicamentos que eliminem essas doenças de nossa existência, pesquisadores tem sugerido paliativos que garantam alguma qualidade de vida aos pacientes. Leia a sugestão do Dr. Nasser Allen:

“No caso das doenças do sistema nervoso central, como Alzheimer e Parkinson, a atividade física é benéfica porque protege o cérebro”, afirma o neurologista e pesquisador do Laboratório de Neurociências e Comportamento da Universidade de Brasília. “O exercício físico aumenta a produção de substâncias que atuam na proteção das células do cérebro, prolonga a vida dessas células e previne que elas entrem num processo de morte”, completa. Sabe-se que o exercício aeróbico favorece a conexão entre os neurônios, aumentando a capacidade de aprendizagem e adaptação. O mesmo ocorre quando o cérebro é estimulado com exercícios mentais, como jogos de estratégias e aprendizado de idiomas.

Manter uma rotina de atividades aeróbias durante a idade adulta e avançada pode diminuir sintomas das doenças citadas, caso elas cheguem!

Doenças e exercício físico podem coexistir.

Nossa função, como educadores físicos, é a de promover uma vida de qualidade para quem assim a desejar. Na doença, ainda é possível ter essa qualidade administrada por medicamentos e exercício.

Viver feliz é um direito de todo ser e nos tempos modernos isso é plenamente possível!

Boa vida e bons treinos.

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