Ajustar hábitos diários pode reduzir crises de doença digestiva que atinge metade da população mundial, aponta estudo de Harvard. Refluxo, indigestão e aquela sensação de inchaço são companhias indesejadas no dia a dia de muita gente. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a bactéria Helicobacter pylori (H. pylori), responsável por causar a gastrite – uma inflamação do revestimento interno do estômago –, atinge 50% da população global. É importante ressaltar que cada paciente pode ou não apresentar sintomas.
Um estudo realizado na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, com mais de 44 mil mulheres, indica que a prática regular de exercícios físicos pode reduzir as crises do refluxo gastroesofágico pela metade. Os pesquisadores analisaram diversos fatores, como peso corporal, tabagismo, atividade física, consumo de café, chá, refrigerante e qualidade da dieta.
Manter uma alimentação balanceada, se exercitar pelo menos 30 minutos por dia e evitar o sobrepeso são pontos indispensáveis para a saúde do estômago. Os resultados revelam que um estilo de vida saudável reduz o risco de desenvolver doenças digestivas; estima-se que cerca de 40% dos casos poderiam ser evitados com essas mudanças nos hábitos diários.
Quais são os exercícios físicos mais recomendados?
É fundamental avaliar os limites e procurar orientação médica antes de iniciar qualquer programa de exercícios. Enquanto alguns pacientes sentem alívio com a prática de atividades físicas, outros podem experimentar piora dos sintomas. Isso porque cada pessoa reage de forma diferente ao exercício, e a intensidade e o tipo de atividade também influenciam os resultados do tratamento.
No entanto, especialistas destacam os méritos do exercício físico para o alívio da queimação no estômago e refluxo, mas alertam para a necessidade de escolher os exercícios adequados. Atividades de baixo impacto, como caminhada e bicicleta, são as mais indicadas, assim como exercícios de musculação leves e orientados por um profissional.
Outra recomendação para prevenir desconfortos durante os exercícios é aprender a respirar corretamente. Engolir muito ar pode causar essas sensações; por isso, concentre-se em inspirações e expirações lentas e profundas. Além disso, a compressão do estômago durante as atividades, especialmente as que são feitas em posição deitada, pode pressionar o esfíncter inferior do esôfago, permitindo a subida do ácido estomacal, que provoca azia e queimação.
Para potencializar os benefícios da prática esportiva, é preciso fazer um intervalo de pelo menos 30 minutos entre as refeições e o início dos exercícios, além de evitar alimentos com muito açúcar ou gordurosos – prefira uma dieta rica em fibras, proteínas magras e produtos de origem vegetal.
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