Quando comecei minha jornada como personal trainer, uma pergunta sempre ecoava na minha mente — e nos ouvidos de muitos alunos que chegavam até mim: “Será que a obesidade é uma escolha?”
Eu queria muito ajudar essas pessoas, mas no fundo eu também buscava essa resposta. De um lado, havia quem dissesse que era só “força de vontade”. Do outro, especialistas apontando para fatores genéticos, sociais e psicológicos. No meio disso tudo, o que eu mais queria era clareza. E o que me impedia era exatamente essa nuvem de opiniões, polêmicas e julgamentos sem base.
Foi aí que decidi buscar a resposta na raiz da questão. Para isso, precisei voltar no tempo — muito tempo. Mais precisamente para o período Paleolítico, há 2,5 milhões de anos, quando o ser humano precisava caçar e coletar para sobreviver. Naquele tempo, a comida era escassa. E a gordura, que hoje muitos demonizam, era literalmente o que mantinha nossos antepassados vivos. O corpo humano aprendeu a estocar energia em forma de gordura para garantir que, nos dias sem alimento, ainda houvesse combustível para continuar vivendo.
Ou seja, a gordura não é inimiga. Ela protege órgãos, ajuda na absorção de vitaminas, regula hormônios e foi fundamental para a nossa sobrevivência. O problema é o excesso, e é aí que nasce a obesidade.
Hoje, essa condição é considerada uma doença crônica global, que reduz qualidade e expectativa de vida. Está associada a diabetes tipo 2, hipertensão, doenças cardíacas, AVC, problemas ortopédicos, alguns tipos de câncer e até questões de saúde mental, como depressão. O que antes nos mantinha vivos, agora está nos matando.
Mas afinal: por que isso acontece?
A resposta é que a obesidade é multifatorial. Sim, a matemática do emagrecimento parece simples: gastar mais calorias do que consome. Mas cada corpo reage de uma forma. A genética pode influenciar, deixando algumas pessoas mais predispostas. A infância também tem impacto: se uma criança acumula células de gordura em excesso nos primeiros anos de vida ou na puberdade, vai carregar essa tendência para sempre.
E ainda existem fatores culturais e ambientais: crescer em um lar onde a comida industrializada está sempre à mão, viver em uma rotina sedentária ou em ambientes estressantes e com poucas horas de sono. Some a isso questões socioeconômicas, como o acesso limitado a alimentos de qualidade, e problemas de saúde mental, como ansiedade e compulsão alimentar.
No meio disso tudo, fica claro que ninguém “escolhe” ser obeso. Mas, quando adulto, é possível escolher lutar contra a obesidade. Essa é a virada de chave.
Eu mesmo já acompanhei alunos que chegaram até mim acreditando que estavam fadados ao fracasso. Mas quando passaram a olhar para sua rotina com sinceridade, identificaram os pontos que precisavam mudar e decidiram agir, os resultados vieram.
E não falo de mudanças impossíveis. Falo de pequenas escolhas diárias: caminhar mais, subir escadas, se hidratar melhor, dormir bem, reduzir açúcar e álcool, buscar ajuda psicológica quando necessário. Essas pequenas vitórias constroem uma transformação real.
O resultado? Pessoas que antes acreditavam que “não tinham escolha” perceberam que, sim, o poder estava em suas mãos o tempo todo. Não para apagar o passado, nem mudar sua genética, mas para escolher diariamente um novo estilo de vida.
Por isso, quando alguém me pergunta se obesidade é uma escolha, minha resposta é clara: talvez você não tenha escolhido chegar até aqui, mas pode escolher o caminho que vai seguir daqui para frente.
E é nessa hora que eu entro como personal, não para fazer por você, mas para caminhar ao seu lado e te lembrar que cada treino, cada decisão e cada mudança de hábito é um tijolo na construção do futuro que você merece viver, tenha um treino personalizado comigo para te ajudar nessa etapa!
Bons Treinos!
Personal Trainer e empreendedor. Treino é mais do que um vício: é um estilo de vida para mim! Conheça minha Consultoria de Treino!
CREF: 0859033-G/SP