Como entrei em forma? Por Ana Luiza

Como entrei em forma? Por Ana Luiza

Lá vou eu contar a minha história de como entrei em forma… E pensar que há 6 meses, falar desse assunto era “proibido” para mim! Minha briga com a balança vem de muito tempo, para ser sincera, desde sempre mas na minha cabeça era algo que eu controlava, mas não era bem assim. 

E acredito que esse foi meu maior engano. Não enfrentar o problema de uma vez e esperar um susto, para começar algo.

Eu sou de Santos/SP e desde 2011 eu moro em São Paulo/SP. Nunca fui magra e morar na praia me ajudava a ter noção de como meu corpo estava. O bicho começou a pegar aqui na “cidade grande”.

Comecei a estudar Administração, consegui um emprego e aí vieram os Happy Hours. Pronto, combinação bombástica estava formada Trabalho + Faculdade = desculpa perfeita!

  • Segunda, 23h45 à “Poxa, acordei cedo… trabalhei o dia todo, fui p/ faculdade… Mereço comer pizza!”
  • Terça, 20hh20 à “Nossa, que dia! Já perdi o começo da aula… Nem vou p/ faculdade… bóra comer no MC Donalds”
  • Quarta, 13h à “Eita, que o chefe está atacado! Vou comer um rango TOP p/ aguentar”
  • Quinta, 20h45 à “Bora comer pastel no intervalo ?”
  • Sexta, 23h00 à “Partiu breja”

Sábado… Domingo… E assim, era minha rotina.

O tempo foi passando e os “HH” eram cada vez mais constantes. Dormia pouco, trabalhava bastante, bebia demais. Como alguém teria pique para fazer alguma atividade física?! Somou o sedentarismo e a combinação bombástica explodiu. Eu estava doente.

Gordura visceral altíssima, percentual de gordura “pra lá” de 50% e minha massa magra despencou, possuo arritmia e isso agrava ainda mais meu quadro. E eu tinha uma cartilha de desculpas para justificar essa realidade.

Porém, ainda restava uma luz. Eu sabia que precisava fazer algum exercício… e assim conheci o HdT.

Como entrei em forma? Tentativa número 1

O Espaço Hora do Treino era um lugar charmosinho, perto de casa e o melhor de tudo, não tinha uma esteira (aparelho criado pelo demônio) como eu odiava fazer esteira! Só podia treinar 2 pessoas ao mesmo tempo e isso era algo bom para mim pois tinha vergonha de treinar com outras pessoas.

Eu ia 2 dias, faltava 3… ia 1, faltava 2… e assim fui empurrando com a barriga. No final do ano de 2016 o Renato avisou que infelizmente o Espaço HdT fecharia as portas e a tristeza bateu.

Ok, eu não tinha uma rotina de treinos mas gostava de saber que aquele lugar existia. Veio o ano novo, férias de janeiro… e partiu último semestre da faculdade.

Em fevereiro, precisei fazer um exame de rotina, o Teste Ergométrico e o resultado, adivinhem? Foi “u ó”. Nunca fiz um exame tão ridículo. Qualquer pessoa teria ficado mais tempo naquela esteira. Eu MORRI em 3 minutos de exame, UMA VERGONHA.

Fui para casa, voltei para aquela rotina, mas dessa vez aquele Teste não saía da minha cabeça.

Era carnaval, eu estava na piscina tomando sol e resolvi enviar uma mensagem para o Renato: “Escuta aqui… eu fiz o Teste Ergométrico e foi o pior teste da minha vida e a culpa é sua hehe… você tem que dar um jeito de me treinar”.

Expliquei a situação, negociamos o melhor dia e horário para ambos, afinal minha rotina ainda estava acelerada, mas bastasse eu querer me esforça e conseguiria tempo. E assim voltamos ao formato inicial: Professor e aluna.

Como entrei em forma? Tentativa número 2

Lembram da cartilha de desculpas? E agora eu tinha a mais top de todas: Fazendo o TCC. E eu continuava empurrando os treinos com a barriga, mas a sensação deve ser a mesma de uma pessoa que faz matricula em uma academia e não vai. Você tira o peso da consciência, como se algo dissesse – agora você já está se cuidando – mas sem fazer os treinos nada iria mudar.

Mesmo assim eu já não era mais uma completa sedentária. Duas ou uma vez na semana eu sempre comparecia no treinos. E assim passou mais um semestre.

Como entrei em forma? Tentativa número 3

Junho de 2017 – Me formei!!!! \o/ Agora sim… #partiuvidafit. Não, ainda não foi dessa vez. Levei o 2º semestre daquele mesmo jeitinho: EMPURRANDO COM A BARRIGA.

Nota: Eu tinha um personal trainer e era paciente de um endocrinologista super empenhados em me ajudar. E nada disso era suficiente – dá até vergonha de assumir isso.

Precisava de um choque maior de realidade, precisava assumir e entrar de cabeça.

Como entrei em forma? Entrando de cabeça!

Janeiro de 2018 – AUSTRÁLIA – As melhores férias da minha vida! Fui visitar a minha prima, que não via há anos. Ela, vegetariana, quase vegana. Super inserida no mundo fit, convivi com a família dela e comi um monte de coisa gostosa E saudável.

ADOREI essa vida.

As férias acabaram e alguma coisa tinha mudado aqui dentro. No dia 29/01/2018 eu iniciei essa nova vida.

Dieta alinhada e treinos inseridos na rotina. Só dependia de mim – como sempre, só dependia de mim. 

No fim de Dezembro fiz uns exames no médico e resultado havia melhorado um pouco, haveria outro exame em abril, então eu e o Renato combinamos como um prazo e uma meta, estar melhor ainda em Abril.

Depois de 30 dias, focada, conheci o trabalho do Flormeninna – ensaio fotográfico sensual. Era exatamente o que eu precisava para não deixar a peteca cair. Marquei as fotos para final de abril e descobri uma força incrível aqui dentro. Agora tinha mais vontade e motivação para manter os ritmos.

Quando pensava em comer “só um brigadeiro” lembrava que as fotos estavam marcadas e não comia. Quando me dava preguiça de treinar, eu lembrava das fotos e treinava o dobro.

Aproveitei que estava fazendo as pazes com o espelho e decidi usar o instagram para compartilhar essa nova rotina. Foi demais! Me surpreendi com a torcida dos amigos e aproveitei para usar isso de motivação.

Agora eu tinha a combinação perfeita: Mente + objetivo + prazer em fazer o que eu estava fazendo = Resultados vieram.

Como foram os treinos – por Renato Santiago

Quando o aluno falta e não leva sério dieta e treino fica muito difícil criar uma periodização para os treinamentos, então era como se a Ana estivesse sempre andando em ciclos, para mim como profissional é horrível, afinal não via meu trabalho surtindo efeitos.

Em dezembro após a primeira evolução foi um sinal verde para “forçar” mais nos treinos, quando ela voltou da Austrália com a empolgação e motivada era o que eu precisava.

O inicio foi principalmente treinos de resistência muscular e cardiovascular, precisava que ela tivesse uma base bem fortalecida para exercícios mais intensos e para isso usei exercícios de musculação e exercícios funcionais.

Ela começou a treinar todos os dias, o que foi ótimo, divide o treino dela em musculação/funcional, boxe e condicionamento. O boxe é porque ela gosta, era o momento dela descarregar, então deixava no fim da semana, assim ela iria mais motivada, afinal o treino ia ser uma atividade que ela gosta.

Após essa fase era hora de intensificar as coisas, dei preferencia para treinos de força e o treino de condicionamento passou a ser até o submáximo da frequência cardíaca, a essa altura as arritmias haviam caído bastante e o médico liberou qualquer atividade física, essa fase foi a mais dolorida, ela saiu totalmente da zona de conforto, os treinos são exaustivos e as dores durante e após são maiores.

Após essa fase, ela aumentou a massa magra, maior massa magra maior o gasto calórico, maior condicionamento maior será a recuperação e um sistema cardiovascular mais forte, maior consumo de gordura.

Depois de um tempo a Ana já estava fazendo agachamentos e levantamento terra até o chão, treinos HIIT, flexão de braço sem joelhos e até saltos. Tudo isso em uma academia de condomínio, o que prova que é possível sim ter resultados incríveis sem uma super academia, apenas com o básico.

Vale lembrar que o treino dela sempre sofria alterações, dentro da semana trabalhava em um estimulo (resistência, potência, força, equilíbrio) de diferentes formas, aprimorava habilidades, técnicas e base para movimentos que iriamos precisar no futuro.

Não se pode começar correndo, só porque “correr emagrece mais“, nem agachar até o chão só porque vai trabalhar mais glúteo é preciso um preparo e isso leva um certo tempo.

Ainda tem muitas barreira e evoluções, mas hoje a Ana faz coisas que nem acredita que uma dia chegaria a fazer, até esteira que ela odiava, passou a usar depois dos treinos e correr que era algo terrível agora é mais natural.

O resultado

No dia 14/04 era a hora da verdade a consulta com o endocrinologista nosso primeiro prazo e onde eu iria ver os números de tanto esforço e eis o resultado:

Bioimpedância

Pior resultadoAbril
Percentual de gorduraMáximo atingido 51%22%
Massa magraMínimo alcançado 25kg40kg
Gordura visceralMáximo atingido 177

E então escutei do médico: “Aninha, você não está mais doente”. Não sei quem era o mais feliz naquela sala, eu ou ele. Tirei fotos dos resultados e compartilhei com o Renato, família, instagram… FOI UM SUCESSO!

E desde então, eu não parei mais. Hoje, eu não brigo mais com a balança, pelo contrário, eu nem lembro que ela existe.Se estou 100% feliz com meu corpo? Não. Se eu posso melhorar? COM CERTEZA. Se eu quero ? Mais que tudo.

Uma vez me perguntaram “Nanah, como você consegue manter esse foco ?” Eu treinava com dor, cansada, com preguiça. Eu dormia com a barriga roncando (claro, meu estômago estava reclamando. Ele queria pizza, cerveja e chocolate). Mas se é uma coisa que você quer, de verdade, você também consegue.

Nunca enfiaram comida na minha boca, nunca me amarraram no pé da cama para eu não treinar. Só dependia de mim. Meu maior inimigo: minha mente. Minha maior sabotadora: eu mesma. Motivos errados: uma festa, uma viagem, um namorado. Motivos certos: eu mesma, minha saúde.

Hoje eu tenho duas filosofias que sigo:

  • Comida é combustível para o seu dia-a-dia. Não fonte de prazer
  • “O que o meu corpo merece?”

Assim como tudo na vida, eu também quero o melhor para o meu corpo. Por que então comer “porcaria” regularmente?

Agradecimentos

Renato, Personal Trainer

Você nunca desistiu de mim. Você me aguentou de mau humor, reclamando, de TPM e botou “mó fé” em mim.“Bóra desenhar esse corpo

Família

Vocês nunca desistiram de mim e sempre estiveram de braços abertos. Vocês me deram condições financeiras e emocionais para essa trajetória.Sem vocês, seria impossível.

Rafael Knack, médico

Sempre disponível, preocupado com minha saúde e bem estar.Por algumas vezes, mesmo fugindo de sua especialidade, não mediu esforços para encontrarmos as melhores soluções.

Meus amigos e em especial a Juh Passini

Eu mesma não sabia que tinha tanta gente torcendo por mim.Vocês foram incríveis!

Flormennina (Giba)

A ideia do ensaio fotográfico partiu de você, é verdade, e eu só tenho o que agradecer.Você acreditou em mim, me fez olhar no espelho e amar o reflexo.

Ana Luiza

Formada em Administração, santista de time e de coração, vivendo em São Paulo e apaixonada pelo mar.

Sobre o Autor

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